ATÉ QUANDO VOCÊ VAI DEIXAR A “FRANGA” CONTROLAR A SUA VIDA?

ATÉ QUANDO VOCÊ VAI DEIXAR A “FRANGA” CONTROLAR A SUA VIDA?

 

Quero falar neste artigo sobre algo muito conhecido seu. Talvez você não a conheça por este nome, mas certamente já se deparou com ela em circunstâncias bastantes desagradáveis.

 

Eu estou falando da “franga”! Franga, segundo o dicionários tradicionais é o feminino de frango e significa galinha jovem que ainda não é capaz de produzir ovos. Contudo, não é do animal que estou falando, mas do sentimento de insegurança, incapacidade, dúvida, inadequação, não merecimento e paralisação que assola o indivíduo de vez em quando. Daí porque franga também tem o significado pejorativo daquele que “não é digno” e que “não vale a pena”. É o que se diz do goleiro que falhou gravemente e não conseguiu evitar o gol, por exemplo.

 

Assim, “Franga” é o apelido que o master coach Paulo Vieira deu à voz interior destrutiva que se manifesta nos indivíduos. Considero deste apelido interessante pelo sentido que ele traz. É que “franga” vive a cacarejar, ou seja, emite um som repetitivo, cansativo, sem sentido e desagradável aos nossos ouvidos. E é exatamente isso que a voz interior desequilibrada faz.

 

“Franga” é o apelido que o master coach Paulo Vieira deu à voz interior destrutiva que se manifesta nos indivíduos.

 

Certamente você já teve uma ideia que lhe deixou bastante empolgado e com um desejo enorme de realizar e, aí, neste momento, veio uma vozinha e te disse: Você acha mesmo que você vai conseguir? Nada dá certo pra você, porque você acha que agora vai dar? Isso é para poucos! Você não é capaz de fazer isso! Isso não é pro seu bico! E aí você aceitou a sugestão, se comparou com outras pessoas, se apequenou, se sentiu inseguro e incapaz, se manteve inerte e desistiu de tentar, até que a ideia desaparecesse completamente da sua mente.

 

Essa voz interior fala com base nas experiências vividas, nos sentimentos experimentados de maneira repetida e que geraram registros, pensamentos e comportamentos. Assim, dependendo da situação a qual você esteja exposto, a voz interior é capaz de falar palavras de incentivo, de coragem, de força, de apoio, de determinação e de sucesso. Contudo, dependendo da situação ela te dirá pra desistir, pra se afastar, para abrir mão, por você não merecer, não ser capaz, ser pequeno demais, inadequado, perdedor, desajeitado, indigno, dentre outros.

 

O problema está quando as situações negativas apreendidas foram superiores às positivas ou, ainda, quando o indivíduo foi treinado a focar nos aspectos negativos da sua vida.

 

Quando isso acontece, a voz interior deixa de ser uma boa conselheira, para se tornar uma verdadeira obsessão na vida do indivíduo, que se vê acorrentado ao seu passado de dor e sofrimento, que inconsciente perpetua em seu presente e futuro através das decisões que toma.

 

Deixa eu explicar melhor! Ao longo da vida, o indivíduo: a) tirou determinadas conclusões a respeito de si mesmo em razão de situações vividas; b) aceitou papéis que lhe foi dado pelos seu pais, professores ou colega; c) celebrou acordos familiares e sociais para se sentir aceito e amado.

 

O resultado dessa trajetória existencial é uma grande conclusão que o indivíduo tirou acerca de si mesmo. Desta forma, se teve resultados positivos, considera-se bom, capaz e merecedor. Contudo, se teve mais resultados negativos que positivos, considera-se mau, incapaz e não merecedor.

 

Essa simplificação excessiva e a incapacidade de analisar as circunstâncias vividas de forma individualizada, isenta e autorresponsável, faz com que o indivíduo se autorotule de vencedor ou perdedor, de amado ou não amado, de rico ou pobre, dentre outros, se colocando limites cada vez mais rígidos, que deturpam ainda mais a sua visão de mundo, aprofundando seu senso deturpado de valor próprio, incapacidade e não merecimento.

 

Além disso, não consegue se vê como alguém capaz de aprender e desenvolver as habilidades que ainda não tem ou que ainda se manifestam de forma tímida ou precária.

 

Assim, os indivíduos decidem as suas vidas com base no conjunto de informações fornecido pela voz interior, na maioria das vezes destrutiva, que conduz o indivíduo à reencenar o passado de dor vivido, criando um lupe interminável de autodestruição.

 

É PRECISO CONTROLAR A FRANGA!

MUDAR ESTE DIÁLOGO INTERNO!

MUDAR A COMUNICAÇÃO!

Ninguém nasceu pronto e todos já passamos por muitas dores! Contudo, como parte do todo, contemos em nós tudo aquilo que o todo contém. Isso significa dizer que temos todo o potencial para sairmos da sombra e autoiluminarmos. É o que acontece com uma célula, que embora  seja microscópica, contém toda a informação necessária do universo, uma vez que é feita pelos mesmos princípios.

 

Então, o primeiro passo é entender e ter a certeza interna de que é POSSÍVEL SAIR DESSE lUPE QUE VOCÊ CRIOU PARA A SUA VIDA E ASCENDER, se reconectando com a sua essência divida, que lhe fornecerá toda a informação necessária à sua mudança interior.

 

Você precisa se conhecer, fazer contato consigo mesmo, entender de onde vem o seu movimento destrutivo e resignificar o fato pra si mesmo e perdoar a si e ao outro.

 

A liberdade só acontece com o perdão! Só o perdão é capaz de quebrar as algemas do passado, o perdão de si mesmo por ter-se feito o mal vivido, ainda que este mal aparentemente tenha sido provocado pelo outro. É que não existem vítimas. Nossos vícios emocionais fazem com que tragamos situações e pessoas para nossas vidas, com a função de confirmarem nossas crenças, sentimentos e pensamentos de dor, abandono, menos valia, traição, abuso, escassez, violência, dentre outros.

 

O verdadeiro perdão só acontece quando aliado à autorresponsabiliade, quando se entende o outro é apenas um espelho através do qual o indivíduo se vê! Quando se entende que ninguém faz nada com ninguém, quando tudo nasce do indivíduo em favor de sua própria alegria ou de sua própria dor.

 

O perdão dado com autorresponsabilidade abre uma nova porta, uma oportunidade para construir o novo! Antes, porém, é preciso decidir não repetir aquele comportamento infeliz e para isso, é preciso mudar suas atitudes.

 

Todo sentimento, gera um pensamento, que conduz a uma ação que fortalecerá um aprendizado já existente ou que iniciará a construção de um novo. Por sua vez, esse aprendizado reforçado, gerará um sentimento, que levará a um pensamento, que produzirá uma ação e que, novamente, fortalecerá um aprendizado existente ou construirá um novo. A este ciclo damos o nome de matriz de crenças.

Podemos conceituar crenças como o aprendizado obtido ao longo da vida que foram sendo registrados em nossa mente e que serve de banco de dados para análise das nossas decisões e escolhas. Assim, durante a nossa vida podemos construir ou alimentar uma matriz de crenças fortalecedoras ou limitantes.

Observe que se a sua matriz de crenças tem sido de limitação e dor, você pode começar a mudá-la hoje mesmo, mudando a polaridade dos conteúdos envolvidos. É que a ciência já deixou claro que o nosso cérebro tem plasticidade neural e, sendo assim, é capaz de reter novos aprendizados a cada dia.

 

Suponhamos uma pessoa que acredite que nasceu pobre e vai morrer pobre. Essa pessoa provavelmente terá sentimentos de medo, revolta, baixo autoestima, tristeza, dentre outros. Esses sentimentos vão gerar pensamentos de escassez, incapacidade, insegurança, que por sua vez vai gerar ações que o limitarão, ou seja, não vai buscar se qualificar, não vai buscar um trabalho que lhe dê uma remuneração melhor, nunca vai buscar um trabalho por conta própria, mas sempre como empregado, dentre outros. Essas atitudes vão trazer resultados que confirmarão a sua crença de que quem nasce pobre morre pobre.

 

Contudo, se essa mesma pessoa entender que quem nasce pobre pode aprender a ser rico, desde que queira ser rico, sinta-se rico, autorresponsabilize-se pela sua riqueza, aprenda como gerar mais resultados financeiros, aprenda a poupar e a ser grato pelo que já tem.

 

Existem muitos exercícios que potencializam essa mudança! É preciso mudar o estilo de vida para mudar os resultados. A mudança os seus pensamos e seus sentimentos através da visualização, das declarações diárias, de exercícios de gratidão, meditação e exercícios físicos, além de buscar um contágio social favorável aos seus objetivos, perceberá que progredirá à medida e na velocidade em que mudar o seu mindset.

 

Para se fortalecer o diálogo interno positivo:

TENHA UMA PALAVRA IMPECÁVEL,

pois elas moldarão o seu futuro. Assim, cuide do tipo de conversa que desenvolve, dos comentários que compartilha. Não fale mal de ninguém, não critique as pessoas e quando não puder falar algo que vá agregar à vida do outro, cale-se;

CUIDE DAS PALAVRAS QUE VOCÊ OUVE,

pois tudo aquilo que se houve com frequência, por mais absurda que seja, seu cérebro entende como algo natural pra você. Então, evite novelas, telejornais, fofocas.

SELECIONE OS AMBIENTES QUE VOCÊ FREQUENTA,

pois tudo o que os seus olhos veem são registrados pelo seu cérebro, pois não temos controle sobre aquilo que é registrado ou não, já que tais registros são involuntários. Desta forma, frequentar ambientes saudáveis, com pessoas leves e positivas vai gerando um banco de dados que potencializará nossas decisões.

SELECIONE AS PESSOAS COM AS QUAIS SE RELACIONA,

pois todas as pessoas com as quais convivemos interferem de forma significativa em nossas vidas, através da sua maneira de pensar, sentir, agir, bem como em relação à sua visão de mundo. Assim, buscar conviver com pessoas que já vivem aquilo que você pretende alcançar é um bom contágio social para que os seus objetivos aconteçam.

 

NÃO LEVE NADA PARA O LADO PESSOAL,

pois as pessoas não agem com o objetivo de ferir esta ou aquela pessoa, mas manifestam com aquilo que tem dentro delas, no seu mundo interno. Desta forma, qualquer reação mais agressiva ou descuidada não diz respeito a você, mas apenas ao que vai no seu mundo interior.

 

NÃO TIRE CONCLUSÕES, PERGUNTE!

Não sabemos nada a nosso próprio respeito, como podemos querer saber a respeito da vida do outro? Do que passa no seu interior? Não o julgue, não o enquadre, não o rotule, apenas pergunte! Procure saber por que ele agiu assim, por que fez tal coisa, para que você entenda o que lhe vai na alma. Certamente você descobrirá que as suas atitudes não tinham haver com você, mas exclusivamente com o seu estado interior.

 

DÊ O MELHOR DE SI,

pois quando você faz o seu melhor, a culpa que é um comportamento de automutilação não te visitará. Quando se entrega o que tinha de melhor, não há cobranças, nem julgamentos. Consequentemente não há punições, nem dor.

 

Tudo está dentro de você, toda a força curadora já está aí disponível para ser usada em prol da sua própria existência, então, mãos à obra!

 

Força e coragem!

Abraço

Daniella Salomão

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

GOLEMAN, Daniel. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso – 1 ed – Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

RUIZ, Don Miguel. The four agreements: a pratical guide to personal freedom. San Rafal: Amber – Allen Pyublishing. Inc. Série Ruiz Miguel, 1952 – Toltec wisdom book.

VIEIRA, Paulo. O poder da ação: faça sua vida sair do papel. São Paulo: Editora Gente, 2015.

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