CONCURSO PÚBLICO: O PAPEL DO CÉREBRO E DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA MINHA APROVAÇÃO

CONCURSO PÚBLICO:

O PAPEL DO CÉREBRO E DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA SUA APROVAÇÃO

 

A autoconsciência é o conhecimento das suas emoções, seus limites, potencialidades, fortalezas e fraquezas. Está relacionada a regiões do cérebro que cuidam da ética e da tomada de decisões.

A autogestão, por sua vez, está relacionada à capacidade de promover a motivação concentrada para atingir metas, a adaptar-se e a tomar iniciativa. A área do cérebro responsável pela autorregulação é o córtex pré-frontal que cuida da atenção, do controle cognitivo, do raciocínio, da ação voluntária e da tomada de decisão. A autorregulação equilibrada depende da interação entre o córtex pré-frontal e os centros emocionais do mesencéfalo, principalmente a amígdala.

Para tomarmos decisões, temos que ter sentimentos sobre os nossos pensamentos. Esses sentimentos vêm dos centros emocionais do mesencéfalo, interagindo com uma área específica do córtex pré-frontal.

Assim, os pensamentos são avaliados pelos centros cerebrais que os qualificam como positivos ou negativos, os organizam e definem as prioridades. Esse processo ajuda o indivíduo a tomar uma boa decisão.

Diante de uma decisão, o pensamento também aciona os gânglios de base, que é onde está nossa sabedoria de vida acumulada, nosso senso de ética. Esses por sua vez, tem uma conexão direta com o sistema intestinal que emite um senso visceral que confere uma sensação interna positiva ou negativa a respeito da decisão.

O cérebro humano foi projetado como uma ferramenta de sobrevivência. A amígdala cerebral, responsável pelas emoções, é o radar do cérebro para ameaças.

 

COMO FUNCIONA A AMÍGDALA CEREBRAL?

 

Quando a amígdala detecta uma ameaça, uma situação de risco ou emergência, ela domina todo o cérebro, principalmente o córtex pré-frontal e as emoções passam a guiar as nossas ações. Esse fenômeno é chamado pelos cientistas de SEQUESTRO DA AMÍGDALA.

O sequestro da amígdala promove enorme atividade cerebral, liberando grande fluxo de hormônios do estresse (cortisol e adrenalina), pois prepara o seu corpo para reagir, fugir, lutar ou parar.

Durante esse período, que pode  durar segundos, minutos, horas, dias ou semanas, o indivíduo perde a capacidade de concentração, não consegue aprender, sua memória fica frágil e sua ação fica à mercê dos hábitos já memorizados.

Pessoas que se habituaram a estar constantemente com raiva ou sempre receosas estão em constante sequestro da amígdala, o que se desdobra em condições clínicas como distúrbios de ansiedade ou depressão, ou transtorno de estresse pós-traumático, em que a amígdala muda para um módulo pavio curto de sequestro instantâneo e extremo.

 

E POR QUE ESTOU TE DIZENDO TUDO ISSO?

 

Porque a pressão emocional que o estudante vivencia, o nível de cobrança que se impõe, o estresse exacerbado, bem como o medo constante de não conseguir, de não ter outra oportunidade, de não ter dinheiro pra continuar, de não ser bom o suficiente, do seu concorrente, dentre outros, eleva seu grau de ansiedade a níveis altíssimos, fazendo com que se desencadeie o sequestro da amígdala, hipótese em que suas emoções entram em desequilíbrio e ele perde completamente o controle de suas ações, pensamentos e sentimentos.

Tal situação é muito comum às vésperas e no dia da prova, quando a expectativa, a ansiedade, o medo de errar, o medo de perder e a autocobrança são tão grandes que fazem com que o emocional do estudante entre em colapso.

 

É PRECISO EQUILIBRAR AS SUAS EMOÇÕES!

 

É preciso equilibrar suas emoções, fortalecendo sua inteligência emocional e mudando o seu mindset, para que você possa construir em sua mente um ambiente favorável à sua aprovação. É preciso entender que o caminho é tão ou mais importante que o resultado, pois é ele quem te aproximará ou te afastará do seu objetivo.

Ao fazer uma métrica entre desempenho e hormônio do estresse, os cientistas comprovaram , conforme relatado por Daniel Goleman, que quando o indivíduo encontra-se submetido a nenhum estresse ou a uma carga muito grande de estresse, o seu desempenho cai quase a nível zero. Contudo, quando submetido o um estresse moderado, é aí que ele apresenta sua melhor performace.

Se você o seu estilo de vida te coloca suscetível ao sequestro da amígdala, fique atento, mude de atitude, porém, se perceber que está vivendo o processo, você deverá interrompê-lo o mais rápido possível para que as consequências sejam menos desastrosas.

Uma abordagem cognitiva para sair do sequestro emocional da amígdala é ponderar consigo mesmo se você não está exagerando na sua avaliação, pensar que a pessoa está sob enorme pressão, usar de empatia para com a pessoa. A outra abordagem, biológica, seria meditar ou relaxar do corpo, porém essa metodologia só vai produzir efeitos, se já for uma prática constante na sua vida.

Não importa se até agora você não estava atento às suas emoções. O fato é que, quando desequilibradas, elas te impedem de viver os seus papéis, já que os altos e baixos te distraem do seu foco, colocam dúvida a respeito do seu propósito, além de reforçar eventual crença de incapacidade.

Procure fazer se equilibrar, meditar, fazer exercícios físicos e ativar positivamente a sua mente, de forma diária e contínua, para que você possa criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da semente que está plantando.

Forte Abraço.

Daniella Salomão

[1] GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas

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