NÃO SE ACOSTUME COM A ESCASSEZ!

O que faz com que você permaneça onde você está?

O que te impede de agir na direção dos seus sonhos?

O que te impede de ter sonhos?

O que te impe de ser a pessoa que você quer ser?

De alcançar seu sucesso pessoal e profissional?

Até quando você vai se conformar com a escassez?

Até quando você vai se manter na zona de conforto?

O que precisa acontecer para você acreditar que você merece?

Que tudo o que você deseja é possível, palpável e realizável para você?

 

Se você vem vivendo uma vida limitada, sem conquistas, sem crescimento ou realizações, essas são perguntas que você precisa se fazer!

 

Digo isso porque nascemos para ser prósperos, para ter saúde, para termos qualidade de vida, para termos recursos suficientes para ter uma vida plena, recursos financeiros para termos a nossa casa, nosso carro, para podermos viajar, ter lazer, frequentar bons lugares. Recursos mentais para acreditarmos que merecemos, para nos relacionarmos com leveza e alegria com as pessoas e conosco mesmo, recursos espirituais, para nos sentirmos amparados, protegidos, abençoados.

Há na bíblia, em João 10, versículo 10, uma passagem que diz, “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”. Se observarmos bem, os recursos da vida estão disponíveis para todos, porém, poucos são capazes de acessá-los, pois acreditam não serem merecedores.

Muitas vezes as pessoas se acostumam com a escassez ou até procuram se manter nela por acreditar não serem merecedoras de coisas boas, por acreditarem que a prosperidade e a abundância é pra outras pessoas e não é para elas, por associar o dinheiro à dor, por entender que o dinheiro não traz felicidade, sendo as vezes, um empecilho para que ela aconteça.

Ocorre que todos esses pensamentos são limitações que as pessoas criam em suas próprias cabeças a partir de experiências de dor que viveram e que geraram um registro negativo. Na verdade, NÃO EXISTE LIMITE PARA AS NOSSAS CONQUISTAS. O único limite que pode haver é aquele que nós colocamos. Há pessoas que sonham pequeno, já limitando suas conquistas, há pessoas que sequer sonham, já comunicando para o universo que não se acreditam merecedoras de nada. Há pessoas que sonham apenas parte do sonho por acreditar que sonhar inteiro é pedir demais.

O que as pessoas se esquecem é que nós, assim como os rios que nasceram fadados a se transformar em mar, também nascemos para ser abundantes e prósperos, para vivermos o melhor da vida, para ter qualidade de vida, saúde, relacionamento amoroso saudável, relação de amor e cumplicidade com os filhos, prosperidade financeira, sucesso profissional, dentre outras. E como diz Paulo Vieira em seu livro O Poder da Ação: se você não está vivendo essa realidade na sua vida, é porque você está represando o fluxo de água do seu rio, fazendo com que ela não tenha pressão, ou não manifeste o seu máximo potencial, ou ainda, esteja apodrecendo por falta de oxigenação e movimento.

Quero trazer aqui um exemplo para que fique claro pra você como as pessoas não se dão conta das crenças que conduzem as suas ações, pelo simples fato de não questionarem os seus resultados e acreditarem que a vida é assim mesmo.

Certo dia um cliente me procurou em busca de solução para os seus problemas financeiros. Iniciado o processo de coaching, ele me explicou que o dinheiro nunca fluía de maneira suave para ele, que tinha de trabalhar duro para conseguir dinheiro e que era comum ele ganha dinheiro com a venda de um ou vários carros, para, em seguida, surgirem problemas que faziam com que ele perdesse todo o dinheiro que havia ganhado, de forma que ele sempre voltava ao seu patamar inicial de escassez.

Contou-me ainda que durante dezessete anos de sua vida, quando morou no sul do país, ele ganhara muito dinheiro com um trabalho que desenvolvera na região. Os negócios iam tão bem que ele comprara uma boa casa com piscina, em um bairro nobre da cidade, à vista. Além disso, tinha o carro do ano, sítio, além de aplicações financeiras. Durante esse período de prosperidade, conheceu uma moça, com quem namorou e se casou. Juntos, planejaram e tiveram um filho que veio a falecer com poucos meses de vida, por uma doença congênita. Esse episódio marcou sua vida profundamente, constituindo sua maior dor.

Após o falecimento do seu filho, sobreveio um período de dor e tristeza profunda para os quais não encontrou consolo no relacionamento. Desta forma, com o distanciamento do casal e o estado depressivo em que se encontrava, após 8 meses, decidiu se separar e voltar para sua cidade Natal. Inconformada, a esposa exigiu, como forma de compensação, que todos os bens ficassem com ela. No estado emocional em que ele se encontrava, não quis saber de nada, voltou pra casa com a roupa do corpo e nunca mais quis saber da ex-mulher, nem de reclamar o que lhe pertencia por direito.

Voltando para o aconchego da sua família que sempre foi desprovida de recursos financeiros, ali se sentiu acolhido, amado, amparado e feliz. Encontrou o conforto de que necessitava para se restabelecer e voltar a ser feliz. Ocorre que, desde então, nunca mais conseguiu prosperar financeiramente.

A realidade financeira do cliente não combinava nem um pouco com o potencial que o cliente manifestava: boa aparência, bem vestido, excelente postura corporal, fluência na comunicação, excelente vendedor, ou seja, características de uma pessoa próspera. Contudo, não era isso que ia no seu coração.

Durante o processo de coaching, fazendo uso de várias ferramentas, constatamos que a experiência de dor vivida pela perda do filho, posteriormente pela perda abrupta do patrimônio, fez com que o cliente associasse o dinheiro à dor. O registro dele foi o seguinte: quando vivencio a maior prosperidade e abundância da minha vida, vivencio também a minha maior dor. Assim, não foi difícil relacionar a dor ao dinheiro e construir na sua mente, sob fortíssimo impacto emocional, a crença de que DINHEIRO TRAZ SOFRIMENTO!

A partir de então, passou a fugir do dinheiro e da prosperidade, como forma de ser feliz. Assim, sempre que ela começava a melhorar seus negócios, ele dava um jeito de se livrar do dinheiro criando problemas e despesas inesperadas para fazer com que o dinheiro fosse embora.

Além disso, era recorrente na sua fala “de nada vale o dinheiro, se não tivesse amor”. Quanto a esse aspecto, eu concordaria plenamente com o meu cliente, se de fato tivéssemos de escolher entre uma coisa e outra. Porém, a verdade é que podemos ter as duas coisas ao mesmo tempo, dinheiro e amor, não precisamos escolher entre uma e outra e isso é abundância! Isso é prosperidade. Porém, na sua mente uma era excludente da outra.

 

O fato é que, quando se associa o dinheiro à dor, acredita-se que para se livrar da última, precisa-se desfazer do dinheiro e isso NÃO É VERDADE! O dinheiro em si não traz dor a ninguém. Dinheiro é energia materializada, é reconhecimento, é retribuição de um serviço prestado ou um produto vendido. O que pode trazer dor é o uso indevido do dinheiro, o que absolutamente não foi o caso vivenciado pelo cliente.

A dissociação do dinheiro às experiências de dor se mostram fundamentais para que a pessoa possa se curar, sem dilapidar o patrimônio construído com o fruto do seu trabalho. É preciso se perdoar, perdoar a Deus, se reconciliar consigo mesmo e se permitir recomeçar.

 

Outro efeito colateral do trauma vivido é que, a partir do ocorrido, passou a se relacionar apenas com mulheres com uma condição financeira muito superior à sua, o que lhe gerava outro sofrimento, dadas as diferenças, as comparações, a impossibilidade de acompanha-las em viagens ou frequentar lugares a que estavam acostumadas. Contudo, o fato é que ele não buscava isso conscientemente. Estava numa festa, em um bar, se aproximava de alguma mulher que achava interessante e, quando aprofundava um pouco o elacionamento, a situação se repetia, sempre mulheres independentes e bem-sucedidas.

Aprofundando no processo de coaching, constatamos que inconscientemente ele sempre buscava mulheres com esse perfil para ter a segurança e, até mesmo a garantia, de que não teria o seu patrimônio usurpado em função do relacionamento afetivo.

Observe que esse exemplo mostra de forma clara, como situações vividas sob forte impacto emocional ou até mesmo situações vividas de forma repetida geram registros que repercutem negativamente na nossa vida, fazendo com que, para fugir do medo, tenhamos atitudes que nos mantém na escassez, quando nosso potencial é para viver a plenitude, a abundância.

 

Assim, precisamos nos questionar, sair da posição de meros coadjuvantes, de passivos da nossa vida, para nos transformarmos nos verdadeiros diretores do filme da nossa vida, assumir uma posição ativa e de resistência à não realização. Não uma resistência no sentido de teimosia ou revolva, mas uma resistência no sentido de não aceitação do NÃO, da ESCASSEZ, da LIMITAÇÃO, do FRACASSO.

Questione suas ações, investigue seus resultados, pergunte-se quais pensamentos estão constantemente presentes na minha mente, quais sentimentos povoam o meu coração e tem sido as minhas atitudes diante da vida. Analise se as suas ações te aproximam ou te afastam dos seus objetivos, verifique se suas ações são realmente produtivas, quanto tempo você perde em distrações. Identifique onde está o seu foco? Pois é aí que você vai encontrar as respostas de que precisa para mudar a sua realidade.

 

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