VOLTANDO PARA CASA

Voltar pra casa após dois meses fora do país tendo deixando filhos, trabalho, família e amigos é algo surpreendente. Por mais que a viagem tenha sido sensacional, deixando um gostinho de quero mais, poder abraçar as pessoas que você ama, comer aquela comidinha caseira na casa da mamãe, dormir na sua cama, com o seu travesseiro, sentir a atmosfera do seu lar, a sua energia, falar a sua língua, dirigir o seu carro depois de tanto tempo e ir ao supermercado podendo comprar tudo o que você deseja sem ter que converter a moeda local me deu uma imensa sensação de conforto. Como é bom estar em casa!

Quando me dei conta disso, fiquei pensando: O que é “estar em casa” para além da moradia física? Fiquei pensando em quantas casas habitamos concomitantemente pelo simples fato de existir e como nos sentimos e comportamos em relação a cada uma delas.

Falo da nossa casa mental, do nosso corpo físico, do planeta terra, da Via Láctea, nossa galáxia. Contudo, é sobre a casa mental que eu pretendo me debruçar neste artigo.

Buscando o conceito mais comum de casa, entendemos como “um conjunto de paredes construídas pelo ser humano cuja função é constituir um espaço de moradia para um indivíduo ou conjunto de indivíduos, de tal forma que eles estejam protegidos dos fenômenos naturais exteriores (como a chuva, o ventocalor e frio, etc.), além de servir de refúgio contra ataques de terceiros. https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa

Metaforicamente, podemos estender o conceito de casa à nossa mente, que é o espaço de moradia dos nossos pensamentos, o centro da nossa regência. Da mesma forma, deve ser o lugar onde o indivíduo se sente seguro, confortável, protegido dos fenômenos naturais exteriores, ou seja, de todas as interferências externas prejudiciais ao seu equilíbrio e bem estar.

Contudo, quando analisamos o nosso comportamento em relação à nossa casa mental, observamos que, diferentemente da nossa casa física, à qual procuramos manter sempre organizada, bonita, harmoniosa, à qual limpamos diariamentena qual só entram pessoas por nós convidadas, constitui verdadeira terra de ninguém, onde tudo pode!

De um modo geral, as pessoas não se ocupam de limpar diariamente a casa mental, não observam o que entra e sai, sequer se dão conta do que lá permanece, sugestionando e influenciando seus sentimentos e ações. As pessoas dão acesso livre a toda e qualquer informação, crítica, manifestação ou forma de pensamento, acolhem ideias externas sobre si mesmo e sobre o mundo sem fazerem o filtro necessário. Se comportam como verdadeiros latões de lixo acolhendo tudo o que é lhes jogado dentro.

 

Se sujeitam aos jornais sensacionalistas, às histórias trágicas contadas por colegas. Quanto mais desgraça melhor! Se envolvem em fofocas, se deixam levar por ideias pessimistas, de insucesso e fracasso. Permitem ser bombardeadas diariamente sem ao menos se darem conta disso e, depois, não entendem porque estão tristes, exaustas, deprimidas, estressadas e depressivas.

A nossa casa mental precisa ser o nosso grande abrigo!

 O lugar do silêncio e também do som. Um som harmonioso, cujas notas possam transmitir serenidade, tranquilidade, e equilíbrio. Se não cuidamos da nossa casa mental, o lixo se acumula e perdemos a perspectiva de quem somos e quais são as nossas verdadeiras crenças. Perdemos a noção do que é meu (fruto da minha elaboração) e o que é do outro, tamanha a rapidez e o volume de informações nessa era da internet.

Isso se mostra bastante perigoso, pois tudo o que comunicamos, pensamos! Tudo o que pensamos, gera sentimentos correspondentes em nós. A forma como nos sentimos, define as nossas ações que se manifestarão confirmando ou revogando as nossas crenças. Tudo o que eu penso e acredito, cria a minha realidade, seja de forma consciente ou inconsciente.

É preciso cuidar detidamente daquilo que pensamos, pois o pensamento é a fôrma das formas.

 (Carlos Magno de Oliveira). 

Desde os anos 90, a ciência vem tentando explicar o poder da palavra através da neurolinguística. Masaru Emoto, cientista Japonês, através do experimento denominado As Mensagens da Água (2004, Editora ISIS), comprovou que a palavra não apenas tem o poder de criar, como alterar a realidade. Ele submeteu amostras da mesma água à interferências externas positivas (palavras de amor, músicas de Beethoven, oração) e negativas (comandos de Hitler, palavras de ódio, músicas havy metal). Após tais interferências, ele fotografou as moléculas de água de cada uma das amostras com um microscópio de fundo negro e observou que aquelas sujeitas às interferências positivas formaram lindos e claros cristais de água e as amostras sujeitas às interferências negativas não formaram cristais, ao contrário apresentaram-se disformes e com coloração escura.

Fazendo uma analogia, podemos entender que o mesmo acontece conosco quando sujeitos à influencias positivas e negativas. Quando ouvimos, falamos e nos relacionamos com pessoas positivas, nos sentimos motivados, alegres, confiantes de que tudo vai dar certo. Temos uma visão positiva do nosso futuro e em razão disso, agimos assertivamente em direção aos nossos objetivos, nos responsabilizando pelos nossos resultados e nos sentindo pessoas capazes e merecedoras.

Contudo, quando ouvimos, falamos e nos relacionamos com pessoas e situações negativas, nos sentimos com medo, inseguros a respeito do presente e ansiosos em relação ao futuro. Não nos movemos na direção dos nossos objetivos pois não acreditamos que seja possível alcançá-los. Nos sentimos incapazes, vítimas das circunstâncias e destituídos do poder de mudança. Perdemos o controle da nossa vida, pois nossas decisões passam a ser tomadas de forma automática, como consequência do meio. Perdemos a autonomia e passamos a ser robôs vivendo aquilo que a televisão, o governo, os políticos, a religião, os amigos dizem que é a visão certa de mundo.

Precisamos cuidar da nossa casa mental, lindando-a com leituras edificantes, lustrando-a com vídeos positivos, perfumando-a com conversas saudáveis, pois a realidade por si só não existe. A realidade é fruto da percepção de cada indivíduo. A minha realidade a respeito de um fato e circunstância não é a mesma realidade do meu colega a respeito do mesmo fato.

O que determina a minha percepção da realidade? 

E aí está a importância da minha casa mental. É a minha mente que capta, que percebe a realidade segundo as suas crenças, valores, sentimentos e pensamentos. A MENTE É A GRANDE LENTE DA MINHA VIDA, através da qual eu enxergo a realidade que elegi para ser minha.

Se por algum motivo as lentes desses óculos estiverem embaçadas, trincadas, sujas, escuras, quebradas, sua percepção de realidade estará bastante comprometida, consequentemente, seus resultados também. Já que a forma como percebo o mundo, as minhas crenças, são autorrealizáveis, ou seja, determinam como será a minha vida.

O meu convite a você é: Faça da sua casa mental o melhor lugar onde você possa estar! Cuide do que entra e do que sai! Seja o grande guardião dos seus pensamentos e sentimentos. Não polua o seu coração com o ódio, a raiva, a indiferença, o ciúme, o orgulho, o egoísmo e a inveja. Cultive sempre o amor, a gratidão, a alegria, a generosidade, a caridade, a paz, a coragem, a ação. Mantenha-se sempre conectado a pensamentos positivos, trocas saudáveis e ideias edificantes.

Nossa mente é a nossa grande lente a respeito de si e do mundo. A realidade é fruto da percepção de todo o nosso comportamento em relação a si e ao mundo.

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